Nunca
tive contato com a leitura quando era criança. Não me recordo disso. Na
2ª série tive que ler “O menino do dedo verde” – quase morri – foi uma
tortura para mim. Mas gostei da história.
Neste
mesmo ano fomos conhecer a Prefeitura da Cidade, morava em Santo André.
A professora orientou que levasse um caderno para anotar todos os
detalhes, pois ela pediria um trabalho após o passeio. Pois bem,
atentamente anotei todas as informações, principalmente sobre João
Ramalho, fundador da Cidade.
A atividade era fazer uma redação sobre a história da cidade. Fiz. E o tempo passou...
Um
dia, a diretora chegou à classe, chamou o meu nome – quase morri
novamente – e, para a minha surpresa, a minha redação tinha sido a
melhor da escola e, naquele momento eu estava sendo premiada! Desde então, me tornei a melhor aluna da sala, ajudava os colegas e a professora.
Essa
homenagem foi muito importante para mim. Ganhei prazer em escrever, e
fazia redações para os meus colegas de classe, sei que isso não era
legal, mas eles me ajudavam em matemática.
Mas
o que acho mais lindo em minha experiência com a leitura, foi quando
resolvi fazer faculdade de Letras. Percebi que o contato com os livros
aumentou muito. Eu tinha de ler dois ou três livros por semana. E meus
pais, que são pessoas muito simples, começaram a ler os livros que eu
trazia. E o mais importante, eles se apaixonaram pela leitura e pediam
para eu trazer mais livros da biblioteca, até disputavam para ler...
Leram Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Incidente em
Antares, Não Verás País Nenhum, O Cortiço, entre outros.
O
ciclo da vida se inverteu em minha casa, eu servi de exemplo para que
os meus pais tivessem contato com o universo da leitura. Me orgulho
muito de tudo isso.
Depoimento de Rosana kelly Baldan
Nenhum comentário:
Postar um comentário